06 agosto 2007

O Destino Governa a Nossa Vida?

A trajédia com o avião da Tam do vôo 3054 trouxe muita dor e sofrimento. No avião acidentado estavam a bordo 187 pessoas: 181 passageiros, 19 dos quais eram funcionários da TAM, e seis membros da tripulação. Todas as pessoas a bordo da aeronave morreram na colisão, e, incluindo as pessoas que não estavam a bordo, o número total de vítimas fatais do acidente foi 199.
O vôo TAM 3054 foi o pior acidente aéreo da história da América Latina e o pior acidente envolvendo um Airbus A320 em todo o mundo.
Suas causas ainda estão sendo investigadas.


Será que todos estes que morreram tinham como seu destino este fim trágico?
E quando injustiças acontecem é por que elas tinham mesmo que acontecer?
Quanto às decisões que tomamos como elas nos afetam?
Será que Deus nos considera responsáveis pelas nossas ações?

COMO responderia a estas perguntas?

Naturalmente, talvez nunca tenha pensado neste assunto. Ou talvez fique imaginando o que essas perguntas têm que ver uma com a outra, dizendo: ‘É claro que Deus nos responsabiliza pelo que fazemos. E o que o destino nos reserva vai acontecer.’

Se esta for a sua opinião, queira parar por um momento e pensar!

Quem nos responsabiliza pelas nossas ações? Deus. Então, quem decide o nosso destino? Muitos também responderiam: “Deus.” Mas, é isso lógico? Obrigaria você alguém a fazer alguma coisa e depois, mais tarde, o culparia por tê-la feito? Pense num pai que de manhã tranca as portas da casa para impedir que seu filho saia. À noitinha, quando volta para casa, nota que seu filho ficou em casa o dia inteiro. Mas o que se daria se o pai perguntasse então ao filho por que não saiu, talvez até mesmo punindo-o por ser preguiçoso? Seria isso justo? Que opinião teria você de tal pai?

‘Isso nunca aconteceria’, você diz. No entanto, na opinião de alguns, isso é o que Deus faz. Se tanto o que é bom como o que é mau procedem de Deus, e se ele como que escreveu tudo na nossa testa, por que nos consideraria responsáveis por fazermos o que é mau? Se aquilo que fazemos é o que Deus decidiu, por que somos considerados responsáveis pelas nossas ações? Por que temos de prestar contas a Deus por aquilo que não tivemos escolha?

Pode ser que neste ponto você esteja pensando: ‘Este é um assunto muito profundo. Quem somos nós para entender os modos de agir de Deus? Que os teólogos discutam isso.’

Isso afeta você

Mas, pense bem. Estas perguntas afetam a todos nós. Neste mundo só temos uma vida, e ela acaba rapidamente. Nosso modo de viver é afetado profundamente pelas respostas que damos às perguntas acima. Se Deus determinou o nosso destino, por que devíamos incomodar-nos de tentar melhorar? Por que mesmo incomodar-nos de aprender algo sobre Deus? Palavras tais como “certo” e “errado”, “pecado” e “mérito”, perdem o sentido. Se nosso destino é fazer algo que achamos ser errado, então o faremos de qualquer modo, porque não podemos mudar o que já foi predeterminado.

No entanto, se a situação é esta, por que nos ensinou Deus os seus mandamentos? Por que enviou os profetas? Por que se escreveram livros que são chamados de a Palavra de Deus? Se somos governados pelo destino, não seriam todas essas coisas sem sentido? A inteligência humana certamente objeta a raciocínios que se contradizem. A lógica humana não pode aceitar isso.

Por outro lado, se temos livre-arbítrio e Deus nos considera responsáveis pelo que fazemos, então temos de usar nossa vida curta para obter conhecimento exato sobre Deus e sobre os objetivos dele, e temos de aprender a viver como ele quer que o façamos. Isto se torna a responsabilidade pessoal de cada humano vivo. Ninguém pode servir a Deus em nosso lugar. Isto nos faz lembrar um provérbio turco: “Cada carne de carneiro é pendurada pela sua própria perna.” Quer dizer, cada um tem de responder pelas suas próprias transgressões.

Nota por que é muito importante que fiquemos sabendo as respostas corretas às perguntas: Deus nos considerará responsáveis pelas nossas ações? Ou são elas governadas pelo destino?

Onde se encontram as respostas

Onde podemos encontrar as respostas às nossas perguntas? Um lugar é a Bíblia, conhecida no mundo islâmico como Tevrat, Zebur e como Incil, e ela é aceita como “a Palavra de Deus”. Na Bíblia lemos o seguinte: “Ora, quanto ao iníquo, se ele recuar de todos os seus pecados que praticou e realmente guardar todos os meus estatutos e praticar o juízo e a justiça, ele positivamente continuará a viver. Não morrerá. Acaso me agrado de algum modo na morte do iníquo . . . e não em que ele recue dos seus caminhos e realmente continue a viver?” (Ezequiel 18:21, 23) É evidente ser possível que um iníquo mude de proceder. Ele não está destinado a continuar iníquo todos os seus dias.

A mesma conclusão é tirada de outra passagem bíblica: “Filho do homem, constituí-te vigia . . . , e terás de ouvir a fala procedente da minha boca e terás de avisá-los da minha parte. Quando eu disser ao iníquo: ‘Positivamente morrerás’, e tu realmente não o avisares e não falares para avisar o iníquo do seu caminho iníquo, a fim de preservá-lo vivo, ele, sendo iníquo, morrerá no seu erro, mas o seu sangue demandarei da tua própria mão.” — Ezequiel 3:17, 18.

Deveras, a Palavra de Deus diz claramente que a vida do homem não é governada pelo destino. O homem tem opções. Pode fazer o que é bom ou o que é mau. E se por ignorância fizer o que é mau, quando aprender a verdade ele poderá mudar para fazer o que é bom e assim ganhar a vida. É evidente que somos responsáveis pelas nossas ações.

Como pode fazer a escolha?

A Bíblia diz que nosso Criador é Deus de amor, em quem não há iniqüidade. Este Deus de amor diz: “Pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a invocação do mal; e tens de escolher a vida para ficar vivo, tu e tua descendência.” (Deuteronômio 30:19a) Deus criou o homem com livre-arbítrio. Quando os humanos escolheram parar de agir em harmonia com o propósito de Deus, ficaram sujeitos à morte. No entanto, você pode escolher a vida. Mas você mesmo terá de fazer a escolha. Ninguém a pode fazer por você.

Como pode escolher a vida? Primeiro, terá de certificar-se de que a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus. Para isso, precisa fazer um estudo sério e sem preconceito deste livro. Daí terá de aprender da Bíblia por que Deus criou o homem, por que morremos, o que acontece após a morte e como poderá agradar a Deus.

Não diga: ‘Esta é uma tarefa muito difícil; eu não consigo fazê-la.’ Será que Deus prometeria dar a vida e depois tornaria impossível que alguém a obtivesse? Se as informações de que precisamos estão na Bíblia, não nos ajudaria Deus a examinar este livro? Simplesmente faça um esforço sincero. Isto é o que mais vale a pena fazer.

Ao passo que vivemos em um mundo de tragédias, a Bíblia nos garante uma esperança maravilhosa para aqueles que perderam suas vidas no acidente com o avião da Tam, esta esperança está descrita no livro de Atos 24:15.

Se quiser saber mais sobre como escolher sabiamente a vida nestes últimos tempos difíceis ou sobre esta esperança dos mortos voltarem a vida bem como outros temas envie um email para branunes@yahoo.com.br.

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